Archive for the ‘ Tipografia Básica ’ Category

Tipografia básica em vídeo

Karen Kavett é uma designer gráfica aficcionada por tipografia. Neste vídeo, que é, na verdade, uma vídeo-aula, ela fala de maneira fácil e corriqueira sobre alguns tópicos básicos em tipografia, como anatomia e classificação dos tipos, alinhamentos e contraste.

Título Original: “An Intro to Typography”
Autor: Karen Kavett
Idioma: inglês
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=tWFWJGA7qrc&feature=related

Helvetica – Um documentário

Documentário fantástico sobre a história e o uso da fonte Helvetica.

Idioma: Inglês
Legendas em Espanhol
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=KRaGDp2WMig

Tipos para textos e tipos para títulos

Algumas fontes são projetadas para uso em corpos pequenos; por isso, são denominadas tipos para textos. Outras são projetadas para uso em tamanhos maiores, denominadas tipos para títulos ou tipos display.

Nos velhos tempos, os tipos eram desenhados e fundidos para aparecer em um tamanho específico. A tecnologia de hoje permite que qualquer fonte seja composta em qualquer tamanho, fazendo com que o conceito de tipos específicos para títulos seja menos usual. Ainda assim, certos tipos ficam melhores quando preparados para uso em tamanhos maiores. É sempre bom comparar o contraste da versão display com o da versão de texto da mesma fonte. Em geral, os tipos display referem-se simplesmente ao design de tipos que são difíceis de ler em tamanhos pequenos. Uma verdadeira fonte display é projetada para ser composta em corpo grande, geralmente acima de 24 pontos.

Na fotocomposição, era comum que fontes de texto, isto é, não-display, revelassem, quando muito ampliadas, traços finos indesejáveis nas extremidades das letras, destinados a melhorar a reprodução dos tipos nos corpos muito pequenos.


Referência Bibliográfica: FONSECA, Joaquim da. Tipografia & Design Gráfico: design e produção gráfica de impressos e livros. Porto Alegre, Bookman, 2008.

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Viúvas e órfãs

As palavras solitárias ou letras que ficam isoladas em uma linha no alto de uma página ou no final de um parágrafo são denominadas viúvas. É uma tristeza que deve ser evitada, considerada um pecado pelos tipógrafos tradicionais.

Numa publicação, quando a linha muito curta de um parágrafo acontece de ser a única no final de uma página, ou quando a última linha de um parágrafo resta solitária no alto de uma página, temos o que se chama linha órfã. Linhas órfãs, tanto quanto palavras viúvas, devem ser sempre evitadas.

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(créditos da imagem: http://vinteum.com/conceitos-basicos-parte-ii/)


Referência Bibliográfica: FONSECA, Joaquim da. Tipografia & Design Gráfico: design e produção gráfica de impressos e livros. Porto Alegre, Bookman, 2008.

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Yes, we kern!

Para simplificar, kerning é o ajustamento do espaço entre letras (em particular aquelas que precisam se ajustar oticamente quando juntas, como AV, Te, To, Va, vo), aplicado para fazer com que as letras fiquem com melhor aparência. O kerning, no entanto, é mais do que isso: trata-se de uma verdadeira arte, com a qual se nasce ou tem-se que aprender a usá-la com maestria, depois de muita prática.

Existem centenas de milhares de combinações de letras possíveis, e o kerning precisa ser aplicado em contexto com palavras inteiras, não apenas em pares de letras. Por mais que a tecnologia tenha ajudado bastante, o kerning não é totalmente automático: continua a ser aplicado manualmente. Hoje, um designer de tipos pode construir pares de kerning em uma fonte de modo que certas combinações de letras sejam postas em kerning automaticamente. Tabelas de kerning podem ser adicionadas tanto em programas de design de tipos, como o Fontographer, como em programas de layout de página.

É difícil traduzir a palavra kerning para o português. Provavelmente  o termo tenha derivado de kernel, que em inglês significa também o ajuste com que os grãos de milho se acomodam no sabugo. Pode também ter tido origem no alemão Kern, que significa caroço ou semente.

Seja como for, kerning não pode ser confundido com tracking, tipo de ajustamento geral que determina um espaço proporcional entre os caracteres e as palavras, conferindo uma aparência de mais aproximada ou mais afastada.


Referência Bibliográfica: FONSECA, Joaquim da. Tipografia & Design Gráfico: design e produção gráfica de impressos e livros. Porto Alegre, Bookman, 2008.

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Caracteres: letras, algarismos e sinais gráficos

Além dos alfabetos completos em caixa-alta e em caixa-baixa, uma fonte de caracteres tipográficos compreende, ainda, uma coleção de outros elementos que, embora variem de fonte para fonte, complementam a composição, tais como os algarismos, as versaletes, os sinais de pontuação gráfica, a acentuação, ligaturas, frações, fios e barras. Esses elementos incluem, no caso da tipografia composta em metal, material que não é impresso, como espacejadores entre letras e palavras ou tiras e barras de metal com espessuras variadas, usadas para o entrelinhamento.

Pontuação
Nas antigas escritas da Grécia e de Roma, não existia pontuação, e mesmo na Idade Média ela era omitida. As palavras seguiam corridas, ligadas umas às outras, ou, quando muito, separadas por um ponto ou por um traço. Somente a partir do século XV, com o advento da imprensa, a pontuação se tornou específica. Sinais de pontuação como pontos, vírgulas, dois-pontos, reticências, travessões, pontos de interrogação e exclamação, parênteses, aspas, colchetes, etc., bem como acentuações especiais, fazem parte de uma fonte tipográfica.

Espaços vazios
Espaços que não são impressos e, no caso da composição em metal, componentes que precisam ser acrescentados, tais como espacejadores entre letras, entre palavras, quadratins, barras de entrelinhamento, etc.

Algarismos modernos
Também chamados de números alinhados, são similares às letras de caixa-alta pelo fato de serem uniformes na altura.


Algarismos antigos
Também chamados de números não-alinhados, variam em tamanho e são alinhados pelas letras de caixa-baixa, podendo ter ascendentes e descendentes.


Caracteres especiais
Muitos sinais especiais podem fazer parte da fonte que está sendo usada, ou precisam ser acrescentados de outras fontes similares. Eis alguns exemplos:

1. Ligaturas; 2. Indicadores de parágrafos; 3. Caracteres de línguas estrangeiras; 4. Símbolos matemáticos, frações e porcentagens; 5. Sinais especiais; 6. Ampersand (e comercial); 7. Caracteres de moedas.


Referência Bibliográfica: FONSECA, Joaquim da. Tipografia & Design Gráfico: design e produção gráfica de impressos e livros. Porto Alegre, Bookman, 2008.

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O espaço entre as palavras e entre as linhas

A legibilidade de textos com várias linhas é definida pela proporção entre o espaço entre as palavras e entre as linhas. As palavras de uma linha devem estar sempre nitidamente separadas. Ao mesmo tempo, deve ser evitado que o olho seja desviado para a linha errada; nosso olhar não foi concebido para seguir linhas horizontais, mas sim visualizar de uma só vez uma área maior.

Regra Geral: o espaço entre as palavras deve ser nitidamente menor que o espaço entre as linhas.

Tipógrafos amadores geralmente são de opinião que letras maiores são mais legíveis. Mas o fator decisivo não é o tamanho da letra em si, mas sim a sua proporção relativa ao espaço entre as linhas e o comprimento da linha. Em linhas longas e muito longas, a entrelinha se torna cada vez mais importante. É ela que conduz o olho de volta para a linha seguinte.

Exemplos práticos:

– Linhas muito longas com letras pesadas/bold sem entrelinha: o retorno do final da linha à linha seguinte fica dificultado.
– Um tipo pequeno com ampla entrelinha: o caminho de retorno se torna mais fácil para o olho.


Referência Bibliográfica: WILLBERG, Hans Petter; FORSSMAN, Friedrich. Primeiros Socorros em Tipografia. São Paulo: Edições Rosari, 2007.

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Tamanhos tipográficos – didots e pontos

Existem três sistemas -padrão para  se medir o tamanho do tipo: o sistema de pontos Didot, amplamente utilizado na Europa; o sistema anglo-norte-americano de pontos (baseado no ponto de 0,351mm); e os pontos Adobe-Apple.

O sistema Didot é o mais antigo e o mais duradouro princípio de padronização de tipos. Os pontos Didot são definidos em relação ao “Sistema Real de Polegadas Francês” do século XVIII. Eles equivalem a 1/72 da polegada francesa e são um pouco maiores do que os pontos do sistema anglo-norte-americano. Uma unidade de 12 pontos (4,5126mm) é chamada de “cícero”. As medidas dos tipos de metal adotadas na Europa continental são especificadas em pontos Didot.

Os “pontos Didot” (um ponto é igual a 0,3759mm) são frequentemente indicados como “didots”.

No sistema anglo-norte-americano, o ponto é ligeiramente maior que 1/72 da polegada imperial (sendo esta um pouco menor que a polegada francesa). Uma unidade de 12 pontos é conhecida como “paica”.

Os tipos de metal britânicos e norte-americanos são especificados em pontos do sistema anglo-americano.

Com o advento da composição digital, os sistemas de medida usados para os tipos de metal tiveram de ser adaptados para o computador. Em 1985, a Apple Computers, juntamente com os programas da Adobe Systems, arredondou o ponto anglo-americano para exatamente 1/72 de polegada.

Desde o aparecimento da composição digital, vários sistemas de medida foram adotados por diversos programas de computador, que podem ser usados para especificar o tamanho da página e a dimensão do tipo.


Referência Bibliográfica: HASLAM, Andrew. O livro e o designer II – Como criar e produzir livros. São Paulo: Edições Rosari, 2007.

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O que é tipografia?

Uma lição em vídeo sobre tipografia, do estúdio de filmes da Faculdade de Vancouver.


Título Original: “Tipographics”
Dirigido e animado por:  Boca e Ryan Uhrich
Citações do vídeo: Ellen Lupton e Jeffrey Keedy
Idioma: Inglês
Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=Ki6rcXvUWP0

A Anatomia dos Tipos

O conhecimento das unidades que compõem os tipos é de extrema importância para que se possa realizar, com propriedade, a seleção tipográfica em um projeto gráfico-visual. A composição de cada caractere em uma fonte influencia em sua legibilidade, no tamanho do corpo de texto a ser utilizado, entre outras variáveis.

Haste ou fuste
O traço principal alongado vertical ou diagonalmente de uma letra, como em d, p, y, A, H, N ou Z.

Travessa
Também chamada de braço ou barra, é o traço horizontal que conecta duas hastes, ou que tem origem em uma haste, como nas letras A, E, F, H, L, T, e, f, t.

Bojo ou Barriga
O traço curvo que circunda o olho da letra. As partes redondas de letras como B, D, P, R ou a parte superior do g.

Ombro
A parte de um traço curvo originado na haste, como nas letras  h, n, m, r, também chamado de rebarba.

Olho
A pequena área fechada (com um orifício) resultante do traçado de certas letras, como no o, no alto do e, no P ou no p.

Lágrima
Pequeno apêndice em certas letras, como a diminuta marca no alto do g.

Gancho
A parte baixa das letras g, j ou y, também chamada de volta, perna ou cauda.

Espora
A pequena volta de algumas letras, como na base do t.

Versalete
Tipo com a forma de versal (letra maiúscula, ou de caixa-alta), com a altura da letra de caixa-baixa da fonte a que pertence. As versaletes são muito úteis para animalar títulos de seções, para acentuar palavras e frases importantes no meio de sentenças ou para marcar o início de um parágrafo.

Ênfase (diagonais de orientação)
Também chamada de eixo, é o ângulo de inclinação formado pela diagonal de orientação das letras de caixa-alta e caixa-baixa, como em C, G, O, ou em b, c, e, g, o, p e q. Não confundir com a orientação característica das variações em itálico.

Serifa
O filete que dá terminação ao final de um traço ou haste. O nome serifa provém do termo holandês schreef (linha fina na escrita). Serifas são as pequenas linhas horizontais e verticais que arrematam e dão acabamento ao final dos traços das letras. Elas melhoram a legibilidade porque conduzem o olho do leitor ao longo da linha de tipos, formando linhas óticas paralelas que agem como um trilho imaginário. Existem vários tipos de serifas, incluindo as serifas de estilo moderno, que são retas e finas (como na fonte Bodoni); as serifas volteadas, com curvas inseridas nelas (como na Times ou na Garamond); as quadradas ou serifas egípcias, que são retas e de cantos cheios como na Memphis ou na Lubalin Graph; as serifas oblíquas, que estão em ângulo no topo de letras de caixa-baixa (como na Tiffany); ou as serifas triangulares (como na Friz Quadrata).


Referência Bibliográfica: FONSECA, Joaquim da. Tipografia & Design Gráfico: design e produção gráfica de impressos e livros. Porto Alegre, Bookman, 2008.

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